Projeto Acolher

A perda de entes queridos, de amigos e pessoas próximas costuma abalar, psicologicamente, as pessoas. Com a pandemia, infelizmente, o número de pessoas mortas elevou-se: já são mais de 140 mil mortes no Brasil devido ao coronavírus. Com a intenção de oferecer assistência psicológica às famílias que perderam algum parente por conta da covid-19, nasce o Projeto Acolher. Inicialmente, a equipe contava com nove psicólogas voluntárias. Hoje, já são 14.

Uma das integrantes do Projeto Acolher é a Polyana Barbosa, psicóloga voluntária. Ela explica que o projeto tinha a intenção de minimizar a dor dessas famílias enlutadas. Para ela, além da melancolia e sentimentos de raiva e revolta, que geram sofrimento, psíquico, a quebra no ritual fúnebre aguçam o sofrimento destas pessoas. “No período da pandemia se tornou impossível reconhecer, cuidar e velar o corpo do seu familiar, e a quebra desse ritual trouxe a vivencia do luto complicado, onde o sofrimento vai para além da dor da perca’, explica a psicóloga.

Durante os setes meses de pandemia do covid-19, mudamos muitos hábitos, tentamos nos acostumar a uma nova rotina, tivemos que nos isolar socialmente e, ainda assim, vivemos um grande momento de incertezas. A nova rotina traz uma carga extra de estresse, afetando o corpo e a mente. “Sabemos que a morte não é desejada por ninguém ou culturalmente aceita, por mais que as pessoas saibam que somos todos seres finitos, ou seja, vivemos de forma intensa mas vai chegar um dia em que vamos morre e esse é um processo natural do corpo, ainda não é fácil aceitar a morte”. 

Além das pessoas que estão passando por esse momento de luto, as psicólogas também atendem os profissionais que atuam na linha de frente no combate do novo coronavírus.

O atendimento, ou melhor, o acolhimento


O atendimento pode ser online ou presencial, basta entrar em contato com uma das psicólogas em seus perfis pessoais nas redes sociais ou pela página do Instagram do Projeto Acolher (@projetoacolhercariri) ou utilizando os contatos telefônicos das psicólogas. Os atendimentos presenciais são realizados nas clinicas particulares das voluntarias.

Polyana Barbosa está vinculada a dois CRAS (Centro de Referencia e Assistência Social): do Triângulo e do João Cabral. Ela informou que o projeto Acolher está atendendo não apenas pessoas enlutadas, mas também pessoas cisgênero e transgênero que passaram por algum trauma ou violência.

Para facilitar o atendimento, as psicólogas se dividem em bairros para fazer uma espécie de mapeamento social. Desta forma, se aproximam mais ainda da comunidade e utilizam as instituições municipais como suporte para facilitar as suas atividades.

O grupo de psicólogas tem parceria com a prefeitura municipal desde 2018, realizando vários projetos, e agora se chama projeto acolher, e em breve é previsto a criação de um instituto sem fins lucrativo, para atender as necessidades da comunidade caririense como um todo.

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